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Uma Reflexão sobre a Eucaristia

  • 27 de abr.
  • 2 min de leitura

Data da escrita: 26 de abril de 2026


O meu maior foco hoje é esse: levar a contemplação e a adoração eucarística a todos os filhos de Deus. Eu tenho plena convicção de que a Eucaristia é o verdadeiro caminho para a conversão. É ela que nos traz bênçãos, a salvação e, acima de tudo, a santidade. Sem a Eucaristia, a santidade simplesmente não existe.

Para mim, é definitivo: a Eucaristia é o começo de tudo. É o estopim para as graças divinas e deveria ser o combustível diário para a vida de todos nós. Fico pensando que a missão de todo leigo é, no fundo, ser um catequista. E toda catequese precisa apontar e conduzir para um único lugar: os sacramentos, com um amor todo especial pelo sacramento da Comunhão.


Neste último final de semana, durante meu primeiro encontro vocacional com os padres dehonianos, essa certeza só se fortaleceu. Eu cheguei lá cheio de receios. Estava com medo de deixar minhas responsabilidades da paróquia na mão dos outros, preocupado com meus pais e com o meu futuro na faculdade. Mas diante do Santíssimo, na capela interna iluminada apenas por velas, eu consegui deixar tudo isso do lado de fora. Encontrei uma paz genuína. Naquele momento, a imagem do Bom Pastor veio muito forte ao meu coração. Pensei em como Ele conhece cada uma das suas ovelhas pelo nome, sabe de suas feridas e das suas inseguranças. Eu estava exatamente assim: uma ovelha cansada, com medo de decepcionar a minha família e assustada com o peso de uma escolha para o futuro. Mas o Bom Pastor não nos abandona no meio das nossas angústias. Ele nos busca, nos acalma e nos carrega nos ombros quando sentimos que não temos mais forças para caminhar sozinhos.

Foi um momento de entrega total. Lendo um trecho da Ecclesia de Eucharistia de São João Paulo II, meu coração se conectou de um jeito muito profundo com esse mistério. Enquanto cantávamos "Eis-me aqui, Senhor" e "Queima de novo", eu deixei as resistências caírem e me conformei com esse fogo que arde dentro de mim. Percebi que, por mais que as vozes do mundo tentem fazer barulho, a ovelha sempre reconhece a voz do Bom Pastor. É no silêncio da adoração que eu escuto a voz Dele com nitidez. Tive que lembrar da frase de Padre Pio: "Reza, espera e não te preocupes".

Mas sei também que não podemos nos aproximar do altar de qualquer jeito. Antes de receber a hóstia sagrada, precisamos estar limpos, confessados, livres de pecados mortais. Precisamos ter esse zelo profundo pelo Sagrado, vivendo uma verdadeira obra de reparação pelas feridas que nós mesmos, com nossas falhas humanas, deixamos no coração de Cristo.

Afinal, a Eucaristia não é apenas uma lembrança. É o próprio sacrifício da Cruz, vivo e real, que se perpetua e se renova até os dias de hoje, atravessando os séculos por puro amor a nós.

 
 
 

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