top of page

A Santidade é possível e eu posso provar!

  • Foto do escritor: João Silveira
    João Silveira
  • 13 de jan.
  • 3 min de leitura

Esses dias eu estava estudando um pouco sobre santidade para ministrar um encontro na paróquia. Confesso que, às vezes, quando a gente pensa nesse tema, bate aquele desânimo clássico: "Nossa, santidade é coisa pra quem levita, pra quem faz jejum de pão e água por 40 dias... definitivamente não é pra mim".

Mas aí, comecei a ler a exortação do Papa Francisco, a Gaudete et Exsultate (que significa "Alegrai-vos e Exultai"), e ao mesmo tempo estava olhando para a vida de São Carlo Acutis. Foi aí que fiz a relação entre o documento do Papa e a vida desse jovem, e vi que fazia total sentido! Existe uma conexão perfeita entre o que Francisco pede e o que Carlo viveu. A santidade é muito mais "pé no chão" (ou melhor, "pé no tênis") do que a gente imagina.

O Papa Francisco usa um termo muito interessante: a "classe média da santidade". Calma, não é santo "meia-boca". Ele chama isso de "santidade da porta ao lado". Sabe aquela sua vizinha que cuidou do marido doente por anos com um sorriso no rosto? Ou aquele pai que sai de madrugada pra trabalhar e volta cansado, mas ainda brinca com os filhos? Pois é. Francisco diz que Deus está presente neles. Eu fiquei pensando: "Caramba, então eu não preciso ir para um mosteiro no deserto para começar a ser santo?". A resposta é não! A gente pode ser santo na fila do banco, no trânsito ou na internet.


Para nos guiar, Jesus já deixou o mapa pronto: são as Bem-Aventuranças. Basicamente, ser manso, misericordioso e promover a paz. Mas, nesse caminho, o Papa faz um alerta muito sério sobre dois "inimigos sutis" da santidade. Eles têm nomes difíceis (gnosticismo e pelagianismo) mas o perigo é bem real e atual.


O primeiro perigo é acharmos que a fé é apenas um exercício da mente, como se saber tudo sobre teologia fosse o mesmo que ser santo. Francisco nos lembra que saber não é o mesmo que amar. Podemos conhecer todas as doutrinas, mas se não tivermos caridade, isso de nada vale, vira apenas uma vaidade intelectual.


O segundo perigo é a tentação de acharmos que nos bastamos, que podemos alcançar a santidade apenas com nossa força de vontade e esforço pessoal, esquecendo que tudo é graça. Não somos nós que conquistamos o céu sozinhos! é Deus quem nos capacita! Sem a humildade de reconhecer que precisamos Dele, nosso esforço é vazio.

E é aqui que entra alguém muito especial. Quem me acompanha sabe que eu tenho uma devoção enorme por São Carlo Acutis.

Olhem para a foto dele! Ele está de moletom, mochila nas costas e tênis. Ele era um jovem como nós, mas o segredo dele era a Eucaristia, que ele chamava de "minha autoestrada para o Céu".


Essa conexão com a tecnologia me toca de um jeito muito pessoal. Desde pequeno, eu sempre gostei de computador. Graças a Deus, tive condições de ter um PC com Windows 7 na infância. Lembro que foi ali, num simples Bloco de Notas, criando aqueles "joker vírus" (vírus de brincadeira), que tive meu primeiro contato com a programação. Hoje, olho para trás e vejo como Deus age: utilizo todo esse conhecimento técnico que fui adquirindo ao longo da vida para, assim como o Carlo, usar a tecnologia para falar de Deus. O objetivo é aproximar e evangelizar as pessoas, transformando a tela em um púlpito moderno.


Tem uma frase do Carlo que eu levo para a vida e que resume tudo isso: "Todos nascem originais, mas muitos morrem como fotocópias." Isso é muito forte e casa perfeitamente com o que li na exortação do Papa. Deus não quer uma cópia de outros santos. Ele quer você santo, com o seu jeito, sua história, e até com o seu computador.


Depois de estudar tudo isso e ver essa conexão incrível, mudei meu jeito de ver as coisas. Santidade não é ficar com cara de quem comeu e não gostou. O cristão tem que ter alegria!


Então, queria propor um desafio para vocês, o mesmo que eu me propus: vamos tentar ser a "santidade da porta ao lado" essa semana? Pode ser algo simples: não buzinar no trânsito, não passar fofoca adiante no WhatsApp, ou usar a internet para levar uma palavra de esperança.


Parece bobo, mas é aí que mora a santidade que muda o mundo. E aí, topam o desafio?

 
 
 

Comentários


bottom of page